Lançado pelo Ônibus Espacial Discovery em 1990, o Telescópio Espacial Hubble revolucionou nossa compreensão do Universo. Posicionado a 540 km de altitude, livre das turbulências da atmosfera terrestre, o Hubble mediu a taxa de expansão do Universo (constante de Hubble) e revelou imagens inesquecíveis como os 'Pilares da Criação'.
Lançado no dia de Natal de 2021, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) é o sucessor científico do Hubble. Com um espelho primário de berílio banhado a ouro de 6,5 metros de diâmetro (contra 2,4 m do Hubble), possui uma área coletora de luz mais de seis vezes maior, permitindo detectar galáxias formadas há mais de 13,5 bilhões de anos.
Enquanto o Hubble observa predominantemente no espectro visível e ultravioleta, o JWST foi projetado especificamente para o infravermelho térmico próximo e médio. Como a expansão do espaço estica as ondas de luz de galáxias remotas (efeito de desvio para o vermelho ou redshift), o infravermelho é o único meio de enxergar através de nebulosas de poeira e contemplar as primeiras estrelas geradas após o Big Bang.
O Hubble orbita a Terra a cada 96 minutos a meros 540 km, permitindo que astronautas o consertassem e atualizassem durante cinco missões de ônibus espacial. O JWST, por outro lado, reside no Ponto de Lagrange Sol-Terra L2, a 1,5 milhão de quilômetros de distância no espaço profundo, onde um escudo térmico de cinco camadas do tamanho de uma quadra de tênis mantém os instrumentos a gélidos -233°C sem intervenção humana possível.
Juntos, Hubble e JWST não competem, mas complementam-se, oferecendo visões simultâneas em múltiplos comprimentos de onda de atmosferas de exoplanetas, berçários estelares e colisões de buracos negros supermassivos.
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